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Carlos Guedes, 43 anos

6 Março 2012 24 visualizações Comentar

“Já repararam que uma inovação tecnológica acarreta sempre uma inovação musical?”, questiona Carlos Guedes. Este fascínio pelas Tecnologias da Música e do Som conduziu Carlos Guedes e a sua equipa ao primeiro lugar na categoria “Conteúdos e Aplicações Multimédia” do Prémio ZON Criatividade em Multimédia 2011 com a aplicação musical GimmeDaBlues.

Criado para dispositivos iOS (iPod, iPhone, iPad), o GimmeDaBlues tem por objetivo o “puro entretenimento. Aproximar leigos da prática musical. Contribuir para novas formas de educação musical e enculturação”. Permite aos seus utilizadores criarem Blues em vários estilos e em tempo real, para um quarteto de Jazz composto por piano, trompete, contrabaixo e bateria.
Carlos Guedes lembra que “a relação entre a tecnologia e a música é tão antiga como a música em si. A música sempre desenvolveu tecnologia avançada e sofisticada para a sua prática. Por isso, o interesse sobre as chamadas Tecnologias da Música e do Som não é nada mais do que um reflexo do interesse na prática musical em si”.
Orgulhoso da reputação internacional da U.Porto, o músico, investigador do INESC TEC e Professor Associado Convidado da FEUP considera que a Universidade iria beneficiar de uma maior aposta na interdisciplinariedade e na música.
Carlos Guedes acredita que podemos aprender com os erros e sente que o seu futuro profissional deve continuar passar pelo equilíbrio entre os papéis de professor, investigador e compositor. Já os seus tempos livres… esses são inteiramente dedicados à família.
De que mais gosta na Universidade do Porto?

Da pujança com que se tem afirmado recentemente e a reputação que tem conseguido a nível internacional no últimos anos. Impressionante!
De que menos gosta na Universidade do Porto?
Da distância física entre os vários pólos da U.Porto. Dificulta o contacto interdisciplinar.
Uma ideia para melhorar a Universidade do Porto?

A criação de um instituto/departamento orientado para o ensino e investigação interdisciplinar com uma forte componente musical.
Como prefere passar os tempos livres?
Cristina + Sara.
Um livro preferido?
“The fragile absolute or, Why is the Christian legacy worth fighting for” de Slavoj Zizek (Verso, 2001).
Um disco preferido?
J.S. Bach, Cravo bem temperado vol. II, Glen Gould (piano).
Um prato preferido?

Sushi.
Um filme preferido?
“Vertigo”, do Hitchcock.
Uma viagem de sonho (realizada ou por realizar)?
Costa Rica, em 2000.
Uma aspiração em termos profissionais?
Manter a atividade de compositor equilibrada com a atividade de professor/investigador.
Um objetivo de vida?
“Try again. Fail again. Fail better.” (Samuel Beckett).
Uma inspiração?
A teatralidade da música de Stravinsky.
5 de março de 2012
in http://noticias.up.pt/
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