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	<title>Correio do Porto</title>
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	<description>...um mundo à parte!</description>
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		<title>Faleceu Eduardo Carvalho</title>
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		<pubDate>Tue, 15 May 2012 22:05:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Correio do Porto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Obituário]]></category>

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		<description><![CDATA[O PRESIDENTE do Aliança de Gandra, Eduardo Carvalho, faleceu devido a doença prolongada. O funeral realiza-se esta tarde, pelas 18h, no cemitério de Gandra. O Aliança de Gandra foi criado em 1968 e Eduardo Carvalho estava ligado à instituição há cerca de 28 anos. Eduardo, em todo o seu percurso de treinador, passou por equipas do concelho de Paredes, tais como, Vandoma, Aliança de Gandra e União de Paredes. A sua morte é uma grande perda para o concelho paredense. in http://www.progressodeparedes.com.pt/]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.correiodoporto.com/wp-content/uploads/gp.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-13230" title="eduardo carvalho" src="http://www.correiodoporto.com/wp-content/uploads/gp.jpg" alt="" width="241" height="216" /></a></p>
<p>O presidente do Aliança de Gandra, Eduardo Carvalho, faleceu devido a doença prolongada. O funeral realiza-se esta tarde, pelas 18h, no cemitério de Gandra. O Aliança de Gandra foi criado em 1968 e Eduardo Carvalho estava ligado à instituição há cerca de 28 anos. Eduardo, em todo o seu percurso de treinador, passou por equipas do concelho de Paredes, tais como, Vandoma, Aliança de Gandra e União de Paredes. A sua morte é uma grande perda para o concelho paredense.</p>
<p>14 de maio de 2012</p>
<p style="text-align: center;">in <a href="http://www.progressodeparedes.com.pt/" target="_blank">http://www.progressodeparedes.com.pt/</a></p>
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		<title>Carlos Pimenta distinguido no combate à fraude</title>
		<link>http://www.correiodoporto.com/sociedade/carlos-pimenta-distinguido-no-combate-a-fraude</link>
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		<pubDate>Tue, 15 May 2012 21:59:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Correio do Porto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sociedade]]></category>

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		<description><![CDATA[CARLOS Gomes Pimenta, professor Catedrático da Faculdade de Economia da U.Porto (FEP) e Diretor do Observatório de Economia e Gestão de Fraude (OBEGEF), acaba de ser distinguido com o prémio Outstanding Achievement in Outreach / Community Service, atribuído pela Association of Certified Fraud Examiners (ACFE), a maior organização mundial de combate à fraude. Através deste galardão, a ACFE pretende premiar o trabalho levado a cabo por Carlos Pimenta e pelo OBEGEF no estudo e combate à fraude, realçando a sua "contribuição notável em prol da comunidade". Esta é, de resto, a primeira vez que este prémio, com grande notoriedade a nível internacional, é entregue a um português. in http://noticias.up.pt/
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.correiodoporto.com/wp-content/uploads/carlos.pimentagp.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-13224" title="carlos.pimentagp" src="http://www.correiodoporto.com/wp-content/uploads/carlos.pimentagp.jpg" alt="" width="216" height="255" /></a></p>
<div>Carlos Gomes Pimenta, professor Catedrático da Faculdade de Economia da  U.Porto (FEP) e Diretor do Observatório de Economia e Gestão de Fraude (OBEGEF),  acaba de ser distinguido com o prémio Outstanding Achievement in Outreach /  Community Service, atribuído pela Association of Certified Fraud Examiners  (ACFE), a maior organização mundial de combate à fraude.</div>
<div>Através deste galardão, a ACFE pretende premiar o trabalho levado a cabo  por Carlos Pimenta e pelo OBEGEF no estudo e combate à fraude, realçando a sua  &#8220;contribuição notável em prol da comunidade&#8221;. Esta é, de resto, a primeira vez  que este prémio, com grande notoriedade a nível internacional, é entregue a um  português.</div>
<div>A ACFE é a principal associação internacional de especialistas em combate e  prevenção da fraude e tem como missão &#8220;reduzir a incidência de fraudes e crimes  de colarinho branco&#8221; em todo o mundo. &#8220;Com sede em Austin, EUA, este organismo  conta com secções em diversos países do mundo e mais de 60 mil membros.</div>
<div>Licenciado em Economia pelo Instituto Superior de Ciências Económicas e  Financeiras (atual ISEG), <a href="http://www.fep.up.pt/docentes/cpimenta/">Carlos Pimenta</a> é professor da  FEP desde 1975 (catedrático desde 1997) e coordenador da Pós-Graduação em Gestão  de Fraude da EGP-UPBS. Autor de uma vasta obra científica nas áreas de Economia  Portuguesa e Economia Africana (é membro fundador do Centro de Estudos Africanos  da U.Porto), foi Pró-Reitor da Universidade do Porto para a Informatização  Administrativa e para a Cooperação com África, entre 1988 e 1998.</div>
<div>Os ACFE Outstanding Achievement Awards serão entregues durante 23rd Annual  Fraud Conference &amp; Exhibition da ACFE, a decorrer em Orlando, na Flórida  (EUA), de 17 a 22 de junho de 2012.</div>
<p>14 de maio de 2012</p>
<p style="text-align: center;">in <a href="http://noticias.up.pt/" target="_blank">http://noticias.up.pt/</a></p>
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		<title>Sete perguntas a Santiagu</title>
		<link>http://www.correiodoporto.com/destaque/sete-perguntas-a-santiagu</link>
		<comments>http://www.correiodoporto.com/destaque/sete-perguntas-a-santiagu#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 15 May 2012 12:01:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Correio do Porto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>

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		<description><![CDATA[É um caso raro. Migrou ao contrário, ou seja, do litoral para o interior. Enquanto os demais saturavam no trânsito ele voava em direção à terra de Pascoaes e Souza-Cardoso. Com o lápis na mão transforma-se: tanto pode ser um engenheiro social como um carrasco. E transforma também (pode ler-se: tão bem) os outros. Ou será que os deforma? Os prémios dizem que não. Eles, os radiografados, são de todos os lados. Ele, o autor, andou e anda por muitos lados, mas é no papel que tem o seu domicílio profissional.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.correiodoporto.com/wp-content/uploads/autocaricatura.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-13218" title="santiagu.autocaricatura" src="http://www.correiodoporto.com/wp-content/uploads/autocaricatura-300x232.jpg" alt="" width="300" height="232" /></a></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: small;"> </span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: small;"> </span></p>
<p>É um caso raro. Migrou ao contrário, ou seja, do litoral para o interior. Enquanto os demais saturavam no trânsito ele voava em direção à terra de Pascoaes e Souza-Cardoso. Com o lápis na mão transforma-se: tanto pode ser um engenheiro social como um carrasco. E transforma também (pode ler-se: tão bem) os outros. Ou será que os deforma? Os prémios dizem que não. Eles, os radiografados, são de todos os lados. Ele, o autor, andou e anda por muitos lados, mas é no papel que tem o seu domicílio profissional.</p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: small;"> </span></p>
<p><strong><span style="font-family: Times New Roman;"> </span></strong></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: small;"> </span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman;"><strong>1 – Data de nascimento e naturalidade (freguesia e concelho)?</strong></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: small;"> </span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman;">Nasci a 7 de Novembro de 1968, na freguesia de Arcozelo de Vila Nova de Gaia.<strong> </strong></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: small;"> </span></p>
<p><strong><span style="font-family: Times New Roman;"> </span></strong></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: small;"> </span></p>
<p><strong><span style="font-family: Times New Roman;">2 – Atual residência (freguesia e concelho)?</span></strong></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: small;"> </span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman;">Atualmente, resido em Gatão, na cidade de Amarante.</span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: small;"> </span></p>
<p><strong><span style="font-family: Times New Roman;"> </span></strong></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: small;"> </span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman;"><strong>3 – Escolas/Universidade que frequentou no distrito do Porto?</strong></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: small;"> </span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman;">Escola Primária do Morangal em Arcozelo; Escola C+S de Arcozelo; Escola Secundária Dr. Manuel Laranjeira e Escola Secundária Dr. Manuel Gomes de Almeida em Espinho; Escola Secundária Soares dos Reis do Porto e Faculdade de Belas Artes do Porto.</span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: small;"> </span></p>
<p><strong><span style="font-family: Times New Roman;"> </span></strong></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: small;"> </span></p>
<p><strong><span style="font-family: Times New Roman;">4 – Formação académica?</span></strong></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: small;"> </span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman;">Licenciatura em Design de Comunicação na Faculdade de Belas Artes do Porto.</span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: small;"> </span></p>
<p><strong><span style="font-family: Times New Roman;"> </span></strong></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: small;"> </span></p>
<p><strong><span style="font-family: Times New Roman;">5 – Atividade profissional?</span></strong></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: small;"> </span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman;">Professor de Educação Visual na Escola E.B. 2/3 de Toutosa do Marco de Canaveses, Ilustrador, Caricaturista, Cartunista&#8230;&#8230;..</span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: small;"> </span></p>
<p><strong><span style="font-family: Times New Roman;"> </span></strong></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: small;"> </span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman;"><strong>6 – Em que medida o local onde viveu ou vive influenciou ou influencia o seu trabalho artístico por referência a fenómenos geográficos (paisagem, rios, montanha, cidade), culturais (linguagem, sotaque, festividades, religião, história) e económicos (meio rural, industrial ou serviços)?</strong></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: small;"> </span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman;">Sou uma configuração do meio e da sociedade dos quais faço parte, isto é, ao entrar em confronto com o papel com a ajuda da eloquência do lápis, ao caricaturar ou «radiografar» as pessoas e a sua envolvência, tornei-me num observador e espião, numa espécie de Engenheiro Social e, às vezes, num Carrasco, capaz de resolver toda a espécie de cruzadexes no cavalete, etc.</span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: small;"> </span></p>
<p><strong><span style="font-family: Times New Roman;"> </span></strong></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: small;"> </span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman;"><strong>7 – Endereço na blogosfera para o podermos seguir?</strong></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman;"><span style="font-size: small;"> </span>Blogue de Santiagu</span>: <a href="http://afonsosantiago.blogspot.com/" target="_blank">http://afonsosantiago.blogspot.com/</a></p>
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		<item>
		<title>António Pedro Ribeiro: “Os cafés são um espelho do que nos rodeia”</title>
		<link>http://www.correiodoporto.com/cultura/antonio-pedro-ribeiro-%e2%80%9cos-cafes-sao-um-espelho-do-que-nos-rodeia%e2%80%9d</link>
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		<pubDate>Mon, 14 May 2012 23:08:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Correio do Porto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>

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		<description><![CDATA[NÃO quis encarcerar o poeta em meia dúzia de perguntas, preferi antes dar-lhe os temas e deixá-lo soltar as palavras, as mesmas que preenchem os dias de António Pedro Ribeiro, o poeta do Piolho. Foi neste café emblemático do Porto que o poeta falou sobre a vida, a crise, a revolta, a esperança e, claro, os cafés.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.correiodoporto.com/wp-content/uploads/221981_210932582268526_100000553569667_761313_6796025_n.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-13212" title="antónio pedro ribeiro" src="http://www.correiodoporto.com/wp-content/uploads/221981_210932582268526_100000553569667_761313_6796025_n-300x284.jpg" alt="" width="300" height="284" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://porto24.pt/vida/13052012/antonio-pedro-ribeiro/" target="_blank">“Os cafés são um espelho do que nos rodeia”</a></p>
<p>Não quis encarcerar o poeta em meia dúzia de perguntas, preferi antes dar-lhe os temas e deixá-lo soltar as palavras, as mesmas que preenchem os dias de António Pedro Ribeiro, o poeta do Piolho. Foi neste café emblemático do Porto que o poeta falou sobre a vida, a crise, a revolta, a esperança e, claro, os cafés. Tem um novo livro,  ”Café Paraíso”, que homenageia os cafés e as mulheres que fazem parte da sua vida.</p>
<p><strong>Maio de 1968.</strong></p>
<p>Foi o ano em que nasci. Mas foi uma data que me marcou muito, principalmente quando passaram 20 anos sobre o Maio de 68, eu estava na Faculdade de Economia, já lia bastante, e senti que foi um ponto de viragem. Foi uma revolução que não se fez por motivos económicos, foi um grito de liberdade e, por isso, é uma época que me atrai bastante.</p>
<p><strong>O poeta e o homem.</strong></p>
<p>Isso é difícil de responder. A partir de certa altura, acho que já não se distinguem. Se me fizesse essa pergunta há 10 ou 15 anos, quando era jornalista, eu distinguiria o homem do poeta, mas neste momento tudo o que é homem é o poeta.</p>
<p><strong>Poesia ou prosa?</strong></p>
<p>Foi muita poesia, mas neste momento é mais prosa, mas apenas porque neste momento me é mais fácil. Escrever um poema obriga-me a um certo ritmo, a uma certa cadência, e neste momento tenho alguma dificuldade em fazê-lo. Se bem que haja coisas que escrevo em prosa que podia passá-las para poesia, mas não sinto essa necessidade.</p>
<p><strong>Cafés.</strong></p>
<p>Cafés são o que bebo para conseguir escrever. Se não beber cafés a cabeça não funciona. Depois há os cafés enquanto espaço, há alguns que não consigo passar sem eles. Tenho de ir ao café escrever, ler, às vezes conversar com os amigos. Mas é sobretudo o acto de estar à mesa a escrever, já não consigo escrever em casa.</p>
<p><strong>Porto ou Braga?</strong></p>
<p>Eu nasci no Porto, mas tenho que dizer que Braga me atrai mais, se calhar porque foi a cidade que me acolheu numa altura em que eu estava a precisar, numa altura em que entrei aqui no Porto para a Faculdade de Economia e onde não me consegui integrar. Braga foi a cidade onde comecei a sair à noite, a ir aos concertos… Não queria aqui dizer que Braga é mais importante que o Porto, mas houve de facto um período da vida em que me marcou mais.<strong> </strong></p>
<p><strong>O Porto.</strong></p>
<p>Falar do Porto é falar obrigatoriamente do presidente da câmara que, para mim, é um castrador – e veja-se os mais recentes acontecimentos na escola da Fontinha –, que não admite a diversidade, abomina tudo o que cheire a cultura e deita fora. É um mero contabilista sem sensibilidade social. Em relação à cidade em si, acho que houve uma transformação essencial que se traduz na existência da noite. Há 20 anos, o pouco que existia estava na Ribeira e agora transferiu-se para esta zona dos Clérigos. Está em grande força e isso parece-me positivo.</p>
<p><strong>Mulher.</strong></p>
<p>A mulher faz-me escrever. Já me acusaram de ser sexista, não propriamente neste livro, mas em livros anteriores, mas eu acho que a mulher é fundamental na criatividade. A empregada de mesa, que está ao balcão, a mulher que passa, a que entra no café, e que ocupa o café todo quando entra… Se não existisse a mulher teria poucos motivos para escrever.</p>
<p><strong>O livro “Café Paraíso”.</strong></p>
<p>Este livro vem no seguimento de outros, “O Poeta do Piolho” [uma homenagem aos 100 anos do café Piolho] e “À Mesa do Homem Só”, e que tem por base a minha vivência nos cafés. Os cafés são um espelho do que nos rodeia e inspiram-me a escrever sobre a vida, o homem, a mulher, a revolta.</p>
<p><strong>O mundo e a crise.</strong></p>
<p>Eu acho que podem acontecer 2 ou 3 coisas: ou vamos cair na barbárie, a exemplo do que se passou recentemente no Pingo Doce, ou vai haver uma ditadura, que aliás já existe, ou uma revolução, mas, nesse caso, não será um Maio de 68, tão pouco um 25 de Abril, será uma coisa bem mais violenta. Está a perder-se o sentido de civilização e a barbárie está aí às portas. Que tem origem no desespero real das pessoas, mas que também é consequência de uma máquina de propaganda que é veiculada pelos grandes média e que está ao serviço dos mercados. O medo está instalado nas pessoas, o medo do futuro, do amanhã.</p>
<p><strong>Prémios literários.</strong></p>
<p>Não escrevo para isso. Aliás, acho que o meu tipo de escrita não está virada para isso, não tenho essa ilusão. Mas não penso nisso, não penso em prémios, penso sempre no reconhecimento maior daquilo que faço. E escrevo muitas vezes com a ilusão de que com o que escrevo estou a mudar o mundo. Se conseguir influenciar algumas pessoas já valeu a pena.</p>
<p><strong>Um dia perfeito na cidade do Porto.</strong></p>
<p>Eu não sou muito exigente e, por isso, faço quase sempre as mesmas coisas. Gosto de vir aqui ao Piolho, às vezes vou ao Ceuta, passar o dia a escrever. Mas recomendaria uma ida a Serralves, à Ribeira e dar um passeio pela baixa do Porto.</p>
<p>13 de maio de 2012</p>
<p>Por Sónia Pessoa</p>
<p style="text-align: center;">in <a href="http://porto24.pt/" target="_blank">http://porto24.pt/</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Eduardo Roseira (1951)</title>
		<link>http://www.correiodoporto.com/citacoes/eduardo-roseira-1951</link>
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		<pubDate>Mon, 14 May 2012 21:46:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Correio do Porto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Citacoes]]></category>

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		<description><![CDATA[Memórias de pedra, de tempos já idos / Graníticos gritos, em arte esculpidos. / Por mãos calejadas, macetes cinzéis / Poéticas formas, em tantos painéis.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.correiodoporto.com/wp-content/uploads/eduardo.roseira.pb_-e1336945448698.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-13190" title="eduardo.roseira.pb" src="http://www.correiodoporto.com/wp-content/uploads/eduardo.roseira.pb_-e1336945448698.jpg" alt="" width="192" height="244" /></a></p>
<p><a href="http://bairrodoslivros.wordpress.com/2012/05/13/graniticos-gritos-o-poema-preferido-de-eduardo-roseira-sobre-o-porto/" target="_blank">GRANÍTICOS GRITOS</a></p>
<p><a href="http://bairrodoslivros.wordpress.com/2012/05/13/graniticos-gritos-o-poema-preferido-de-eduardo-roseira-sobre-o-porto/" target="_blank">Memórias de pedra, de tempos já idos<br />
Graníticos gritos, em arte esculpidos.<br />
Por mãos calejadas, macetes cinzéis<br />
Poéticas formas, em tantos painéis.</a></p>
<p><a href="http://bairrodoslivros.wordpress.com/2012/05/13/graniticos-gritos-o-poema-preferido-de-eduardo-roseira-sobre-o-porto/" target="_blank">Memórias de pedra, rústicas linhagens<br />
Gravadas no tempo, como tatuagens.<br />
Perpétua alquimia, bruta e transcendente<br />
Visão encubada, mas sempre presente.</a></p>
<p><a href="http://bairrodoslivros.wordpress.com/2012/05/13/graniticos-gritos-o-poema-preferido-de-eduardo-roseira-sobre-o-porto/" target="_blank">À erosão do tempo, estóicas resistem<br />
Porque por vencidas, jamais se deram<br />
E se ainda hoje, as lendas persistem<br />
Fôra do seu ventre, que um dia vieram!</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Geramano Silva (1931)</title>
		<link>http://www.correiodoporto.com/comunidade/geramano-silva-1931</link>
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		<pubDate>Sun, 13 May 2012 23:29:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Correio do Porto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comunidade]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.correiodoporto.com/?p=13206</guid>
		<description><![CDATA[Em Louvor dos Cafés do Porto]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.correiodoporto.com/wp-content/uploads/germano.silvapb.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-13207" title="germano.silvapb" src="http://www.correiodoporto.com/wp-content/uploads/germano.silvapb-300x186.jpg" alt="" width="300" height="186" /></a></p>
<div style="text-align: center;"><strong><a href="http://ruasdoporto.blogspot.pt/2012/05/ainda-os-cafes-do-porto.html?utm_source=feedburner&amp;utm_medium=feed&amp;utm_campaign=Feed:+blogspot/bQmAL+(ruas+da+minha+terra++-+Porto)" target="_blank">Em Louvor dos Cafés do  Porto</a></strong></div>
<div>Por Germano Silva *</div>
<div>Há uma história que está por fazer &#8211; a  dos cafés do Porto. Não a história cronológica desde quando apareceram até ao  seu desaparecimento, mas a história do importante papel que esses espaços  públicos, se assim se pode dizer, desempenharam como lugares do intercâmbio de  ideias e centros de difusão de culturas, tanto modernas como antigas. Nos idos  de sessenta, essa verdadeira instituição portuense que foi o &#8220;café&#8221; desempenhou  um papel de tal modo importante na história das artes, da literatura, do teatro  e também da política, que não pode passar despercebida à análise mais ou menos  crítica do cronista atento ao fenómeno cultural de uma cidade com a dimensão da  do Porto. Houve cafés nesta nossa cidade que rivalizaram com as academias e,  pode mesmo dizer-se, até com a própria Universidade. Ao redor das suas mesas,  com tampos de mármore ou de vidro, travaram-se autênticas batalhas de estética,  deram-se a conhecer, em primeira mão, tratados, romances, poemas.  Congeminaram-se formas de resistência à ditadura e deram-se a conhecer alguns  planos de luta contra o poder instituído. A determinados movimentos ou correntes  correspondiam determinados &#8220;cafés&#8221;. No desaparecido Rialto (ficava na Praça de  D. João I) , por exemplo, reunia-se o grupos dos poetas que editavam as  &#8220;Notícias do Bloqueio&#8221;. Eram eles o Egito Gonçalves, o Daniel Filipe, o  Papiniano Carlos, o Luís Veiga Leitão, o António Rebordão Navarro, às vezes o  José Augusto Seabra e, sempre que os trabalhos jornalísticos o permitiam, o  autor destas linhas, então um jovem candidato a jornalista. As &#8220;Notícias do  Bloqueio&#8221;, redigidas &#8220;à sombra&#8221; dos murais de Abel Salazar pintados nas paredes  do café, eram, sobretudo, cadernos de poesia mas eram também e,  fundamentalmente, trincheiras de combate político e tribuna de difusão de novas  ideias. &#8220;Noticias do Bloqueio&#8221; é o título de um poema do Egito. Recordo-me que  foi o Daniel Filipe quem sugeriu que fosse o título desse poema a servir de  cabeçalho aos cadernos. A colecção completa destes cadernos é hoje raríssima e,  por isso, difícil de encontrar. A sua reedição seria como que o &#8220;pontapé de  saída&#8221; para a tal história dos nossos &#8220;cafés&#8221;. Outro &#8220;café&#8221; cultural era a  Primus &#8211; um misto de café e confeitaria à volta de cujas mesas eram certos, a  determinadas horas do dia, o arquitecto Américo Losa e a mulher, a escritora  Ilse Losa; o prestigiado advogado e respeitado combatente pelas Liberdades,  Artur Santos Silva; António Ramos de Almeida que orientava o Suplemento Cultural  do &#8220;Jornal de Notícias&#8221;, onde acolhia fraternalmente os jovens que então  ensaiavam os primeiros voos artísticos, literários ou teatrais. Recordo que o  Círculo de Cultura Teatral &#8211; Teatro Experimental do Porto (TEP) tinha acabado de  ser fundado e funcionava, com pleno êxito, no seu teatrinho da antiga Travessa  de Passos Manuel, hoje denominada Rua do Ateneu Comercial do Porto. O grande  mestre do Teatro que foi o António Pedro, sempre que os seus afazeres de  director do TEP lhe davam alguma folga, bem como os actores que constituíam a  Companhia do Teatro, eram também certos na Primus. &#8220;Primus inter pares&#8221;, assim  se lhe referiu Daniel Filipe numa das belissímas crónicas que diariamente  publicava no &#8220;Diário Ilustrado&#8221;. Escreveu: &#8220;Há no Porto um café onde se pensa.  Há no Porto um café onde se escreve. Há no Porto um café onde se discute&#8230;&#8221; E o  &#8220;Majestic&#8221;, hoje uma instituição da cidade? O que esse &#8220;café&#8221; representou e  representa no panorama cultural do Porto! Houve um famoso grupo de artistas que  o elegeu como praça forte para as suas guerras contra o &#8220;statu quo&#8221;, que o mesmo  é dizer contra o imobilismo e a inércia reinantes. Foram eles o José Rodrigues,  o Armando Alves, o Ângelo de Sousa e o Jorge Pinheiro que passaram à história  artística do Porto com a designação de &#8220;Os Quatro Vintes&#8221;. Ainda muito  recentemente, num agradável convívio com três dos &#8220;Quatro Vintes&#8221; (o Zé  Rodrigues, o Armando e o Ângelo) se evocou, com alguma emoção, o tratamento  afectuoso de que estes artistas eram alvo por parte dos donos do &#8220;Majestic&#8221;. Não  há dúvida que para muitos deles, o &#8220;café&#8221;, além de ser a sua Academia, era  também uma espécie de lar onde podiam aquecer-se e alimentar-se, graças, muitas  vezes, à generosidade de nobres gerentes hoje infelizmente esquecidos&#8230; Outro  café, inexplicável e incompreensivelmente desaparecido, mas não esquecido, e que  merece ser referido aqui, pois exerceu também uma grande influência no  pensamento cultural e político do século XX, foi &#8220;A Brasileira&#8221;. Era  frequentado, indiferentemente, por homens da esquerda e da direita. Com esta  singularidade: os de esquerda sentavam-se à direita e os de direita ocupavam as  mesas do lado esquerdo.</div>
<div>As tertúlias do Café Ceuta</div>
<div>O &#8220;Ceuta&#8221;, um dos raros grandes &#8220;cafés&#8221;  do Porto ainda em actividade, acolheu durante anos uma animada tertúlia  literária criada pelo Fernando Fernandes, o grande animador da Livraria Leitura  que sucedeu à Divulgação. Recorde-se, a propósito, que a Divulgação nasceu a  partir do Movimento Cultural Convívio, que surgiu com a página cultural do  jornal &#8220;A Planície&#8221; que se publicava em Moura, no Alentejo. A primeira loja da  Divulgação funcionou num sétimo andar do prédio número 22 da Praça de D. Filipa  de Lencastre. Só mais tarde se transferiria para o cimo da Rua de Ceuta, já com  o Fernando Fernandes (vindo da Livraria Aviz) como seu grande dinamizador. Os  homens da tertúlia do &#8220;Ceuta&#8221; sentavam-se invariavelmente ao fundo da sala,  perto do balcão da copa. Começavam a chegar à hora do lanche e iam ficando pela  noite fora, às vezes até à hora do encerramento do café e, não raras vezes,  vigiados de perto pelos esbirros da polícia política, a celebrada PIDE. Além do  Fernando Fernandes e dos seus companheiros de aventura na Divulgação, o Carlos  Porto e o Vítor Alegria, eram assíduos àquelas reuniões, Luís Veiga Leitão,  António Emílio Teixeira Lopes, Orlando Neves que com a Maria Virgínia de Aguiar,  então sua mulher, fundou e dirigiu a revista &#8220;A Cidade &#8211; do Porto e pelo Norte&#8221;;  o jornalista Pedro Alvim; os actores Dalila Rocha e João Guedes, além do mestre  António Pedro; e ainda Manuel Baganha, Luís Ferreira Alves, Jorge Baía da Rocha,  Carlos Ispaim e muitos, muitos outros. Dos habituais frequentadores desta  tertúlia do &#8220;Ceuta&#8221; alguns eram exímios jogadores de bilhar e muitas vezes  deliciavam os numerosos assistentes com renhidas partidas de &#8220;snooker&#8221; na cave  do &#8220;Ceuta&#8221;. A esta época dourada dos &#8220;cafés&#8221; do Porto deve-se juntar a intensa  actividade cultural e artística que se operava na cidade através do Cine Clube  do Porto, da Associação dos Jornalistas e homens de Letras do Porto, da Galeria  Alvarez que o Jaime Isidoro criara na Rua da Alegria e que era a primeira do seu  género no Porto; da Cooperativa Artística Árvore que continua a produzir frutos  em abundância e de excelente qualidade; e da própria Escola Superior de Belas  Artes dirigida, então, por esse homem superior que foi o mestre Carlos Ramos.  Trago este assunto às páginas deste número especial da &#8220;Porto de Encontro&#8221; para  prestar homenagem a uma grande instituição que ainda hoje no Porto procura  manter-se viva &#8211; o &#8220;café&#8221;. É o caso do legendário &#8220;Âncora D&#8217;Ouro&#8221;, mais  conhecido por &#8220;O Piolho&#8221;, e o &#8220;Orfeuzinho&#8221;, lá para as bandas da Rotunda da  Boavista. São dois locais onde certas pessoas, a determinadas horas, ainda se  reúnem para trocar ideias, falar do próximo livro. Que dizer de &#8220;O Piolho&#8221;:  lembrar as manhãs ociosas e as longas noites em que a vida não ia além, ainda,  de uma ilusão da Primavera da vida&#8230; Façamos votos para que no futuro os  vindouros possam também dizer que muitos dos cafés de hoje exerceram a sua  influência no pensamento do século XXI.</div>
<p>* Escritor, jornalista e editor da  revista &#8220;Visão&#8221;</p>
<p>Texto originalmente publicado na  revista &#8220;Porto de Encontro&#8221;, Julho de 2001.»</p>
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		<title>Zilda Cardoso</title>
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		<pubDate>Sun, 13 May 2012 22:55:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Correio do Porto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comunidade]]></category>

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		<description><![CDATA[O navio de piratas]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.correiodoporto.com/wp-content/uploads/zilda.cardoso.pb_1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-13203" title="zilda.cardoso.pb" src="http://www.correiodoporto.com/wp-content/uploads/zilda.cardoso.pb_1.jpg" alt="" width="129" height="124" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://zildacardoso.blogs.sapo.pt/132511.html" target="_blank">O navio pirata</a></p>
<p style="text-align: center;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;">&#8212;*&#8211;</p>
<p><a href="http://www.correiodoporto.com/wp-content/uploads/11420444_Ywfnb.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-12835" title="zilda + siza vieira" src="http://www.correiodoporto.com/wp-content/uploads/11420444_Ywfnb-300x198.jpg" alt="" width="300" height="198" /></a></p>
<p>Devemos ou não cultivar os heróis? Homenageá-los e honrá-los para sempre?  Recordar as suas façanhas e a sua bravura? A sua inteligência e as suas  estratégias?</p>
<p>Há bons vinte anos, o arquitecto Álvaro Siza Vieira discutia comigo ou antes  mostrava-me planos para novos arranjos na Casa da Eira em Moledo.</p>
<p>Assim mesmo, no chão relvado com as chagas de várias cores decorando  maravilhosamente o lugar, no background; as pedras e os muros velhos, as árvores  igualmente gastas, as sombras no relvado que era mais ervado com flores  miudinhas brancas que eu não deixava cortar para se não perder a iluminação  natural do chão&#8230;</p>
<p>Moledo, aquele Moledo era um lugar mágico, pensado pelo herói Ulisses como um  lugar bom para viverem humanos sonhadores, mas onde o arquitecto escolheu ficar  uma vez com os seus amigos, pernoitar, quero dizer. Estrangeiros, iam divulgar e  fazer programas sobre as obras do arquitecto, eram na ocasião muito importantes,  e apreciaram ficar ali.</p>
<p>Por isso, o lugar tinha adjectivações peculiares.</p>
<p>Apreciei, no convívio  com ele durante vários anos, a sua complexidade psicológica, social e ética e as  virtudes que o homem comum não consegue mas gostaria de possuir – fé, coragem,  força de vontade, determinação, paciência&#8230; É por isso que o considero herói,  apoiada na definição da Wikipedia.</p>
<p>Acredito  que foi sempre guiado por nobres ideais de dignificação e de paz e os seus  motivos sempre justos e aprováveis mesmo quando não me dá prazer aquilo que  projecta. O que só aconteceu uma vez (o famoso plano de requalificação da  avenida dos Aliados, no Porto), e decerto houve muitas razões moralmente justas  que ignoro e não considerei.</p>
<p>E que importância tem um  só pequeno traçado, que neste caso era central na nossa modesta vida de  portuenses, que importância tem comparado com as centenas de obras admiráveis  que ele pensou e executou em todo o mundo? E de que nos orgulhamos  tanto?</p>
<p>12 de abril de 2012</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;">&#8212;*&#8212;</p>
<p><a href="http://www.correiodoporto.com/wp-content/uploads/untitled2.png"><img class="aligncenter size-medium wp-image-12484" title="zilda cardoso" src="http://www.correiodoporto.com/wp-content/uploads/untitled2-172x300.png" alt="" width="172" height="300" /></a></p>
<p>Tenho tantos anos e cursos, tantas experiências de vida que não me apetece falar mais disso, e não falarei.</p>
<p>Não direi senão que fui colaboradora permanente de diversos jornais diários em artigos de opinião e de intervenção social, e responsável por uma página semanal sobre problemas femininos. Havia na página um consultório jurídico e um consultório médico que julgo terem prestado serviços interessantes às leitoras e aos leitores do jornal; havia entrevistas e informações e opiniões de mulheres inteligentes e sensatas sobre a sua vida num mundo que parecia muito dos homens. A página tinha um interessante design gráfico e belas imagens originais.</p>
<p>Filosofia foi o curso que mais me marcou e que fiz na Universidade do Porto.</p>
<p>Interesso-me por pintura e por design contemporâneo. Desenvolvi durante anos um projecto de divulgação do design português para objectos decorativos e de mobiliário. Tive uma galeria de exposição e venda dos artigos por nós editados e outros, e considero que alterei o gosto dos conterrâneos sobre decoração de interiores.</p>
<p>Escrevi poesia para as páginas literárias de diversos jornais e publiquei nos últimos anos três livros com múltiplas referências à cidade do Porto, onde vivo com muito prazer, e a histórias da família.</p>
<p>Neste momento estou muito interessada em entrar na blogosfera, se me for permitido.</p>
<p style="text-align: center;">in <a href="http://zildacardoso.blogs.sapo.pt/" target="_blank">http://zildacardoso.blogs.sapo.pt/</a></p>
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		<title>Francisco Duarte Mangas (1960)</title>
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		<pubDate>Sun, 13 May 2012 19:00:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Correio do Porto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Citacoes]]></category>
		<category><![CDATA[Francisco Duarte Mangas]]></category>

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		<description><![CDATA[Cimeira Ibérica: os grandes plátanos / sereníssimos / na alfândega do porto / rodeados de autoridade

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_10085" class="wp-caption aligncenter" style="width: 127px"><a href="http://www.correiodoporto.com/wp-content/uploads/francisco-duarte-mangas.jpg"><img class="size-full wp-image-10085" title="francisco duarte mangas" src="http://www.correiodoporto.com/wp-content/uploads/francisco-duarte-mangas-e1317854068583.jpg" alt="" width="117" height="140" /></a><p class="wp-caption-text">© Augusto Baptista</p></div>
<div><strong><a href="http://diariodelink.blogspot.com/feeds/posts/default" target="_blank">Cimeira Ibérica</a></strong></div>
<div><a href="http://diariodelink.blogspot.com/feeds/posts/default" target="_blank">os grandes plátanos<br />
sereníssimos<br />
na alfândega do porto<br />
rodeados de  autoridade</a></div>
<p><a href="http://diariodelink.blogspot.com/feeds/posts/default" target="_blank"></p>
<div>tantos polícias<br />
e as árvores não voam<br />
nem  escondem armas brancas<br />
no meio da sua verdura</div>
<p></a></p>
<div style="text-align: center;"><strong>&#8212;*&#8212;</strong></div>
<div style="text-align: left;"><strong><a href="http://diariodelink.blogspot.com/feeds/posts/default" target="_blank">A palavra é uma bela cerejeira</a></strong></div>
<div style="text-align: left;">povoa-se a palavra<br />
de pequenina flor branca.<br />
a palavra é uma bela  cerejeira<br />
se a escrevo no mês de abril.</div>
<div>vêm as chuvas<br />
esborratam a  brancura<br />
se transmuta em cereja<br />
a palavra que fica rubra<br />
quando maio a  mão a escreve.</div>
<div style="text-align: center;"><strong>&#8212;*&#8212;</strong></div>
<div style="text-align: left;"><strong>Galo</strong></div>
<div style="text-align: left;">Do cume da madrugada</div>
<div style="text-align: left;">manda os vassalos libertar o dia.</div>
<div style="text-align: left;"></div>
<div style="text-align: left;">O noitibó, a gralha e outros bichos, Editorial Caminho, setembro 2009, página 29</div>
<div style="text-align: left;"><strong>&#8212;*&#8212;</strong></div>
<div style="text-align: left;"><strong>Carriça</strong></div>
<div style="text-align: left;">Ave de biografia mínima.</div>
<div style="text-align: left;">O noitibó, a gralha e outros bichos, Editorial Caminho, setembro 2009, página 17</div>
<div style="text-align: center;"><strong>&#8212;*&#8212;</strong></div>
<div><strong>Gralhas, caça furtiva</strong></div>
<div>Um bando de gralhas</div>
<div>sobre a escrita</div>
<div>cínicas como gavião</div>
<div>que lá das alturas</div>
<div>cativa indefeso perdigoto.</div>
<div>que procuram as gralhas:</div>
<div>alma redimida de palavra ferida</div>
<div>ou agasalho nos ramos frios do inverno?</div>
<div>Digo ao meu filho,</div>
<div>traz a caçadeira e os cartuchos de pólvora nobel</div>
<div>chumbo 8,</div>
<div>porque esta espécie de gralha maior não é</div>
<div>do que palavra tordo de papo ruivo.</div>
<div></div>
<div>retomo o antigo rito da caça</div>
<div>pela primeira luz da alva</div>
<div>camuflado na brancura do papel</div>
<div>a velha espingardada de canos paralelos</div>
<div>ao ombro</div>
<div>o cheiro da pólvora queimada entontece</div>
<div>já a caça foge da escrita</div>
<div style="text-align: center;"><a href="http://diariodelink.blogspot.com/" target="_blank">http://diariodelink.blogspot.com/</a></div>
<div></div>
<div style="text-align: center;"><strong>&#8212;*&#8212;</strong></div>
<div><strong>Vinho novo</strong></div>
<div></div>
<div>volto na palavra quotidiana</div>
<div>como quem reparte o pão</div>
<div>como quem partilha</div>
<div>o vinho novo</div>
<div>pela palavra aqueço as mãos</div>
<div>em silêncio pela noite dentro.</div>
<div style="text-align: center;"><strong>in <a href="http://diariodelink.blogspot.com/feeds/posts/default" target="_blank">http://diariodelink.blogspot.com/feeds/posts/default</a></strong></div>
<div style="text-align: center;"><strong>&#8212;*&#8212;</strong></div>
<div><strong>Outono</strong></div>
<div></div>
<div>matéria da aluvião,</div>
<div>digo. a luz silenciosa</div>
<div>da manhã, nenhuma palavra.</div>
<div>a aluvião dos dias</div>
<div>marcas no corpo: da mesma água do Outono</div>
<div>bebemos.</div>
<div></div>
<div style="text-align: center;">In <a href="http://diariodelink.blogspot.com/2009_10_01_archive.html" target="_blank">http://diariodelink.blogspot.com/2009_10_01_archive.html</a></div>
<div></div>
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		<title>Manuel Gonçalves</title>
		<link>http://www.correiodoporto.com/batalha-2/vitor-pereira-1968</link>
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		<pubDate>Sat, 12 May 2012 19:34:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Correio do Porto</dc:creator>
				<category><![CDATA[batalha]]></category>

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		<description><![CDATA[Ser candidato significa que se pode ou não ser eleito. Que sentido faria cometer tal ilegalidade e correr o risco até de não ganhar as eleições? […] Só um tolo o faria.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.correiodoporto.com/wp-content/uploads/manuel.gonçalves.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-13238" title="manuel.gonçalves" src="http://www.correiodoporto.com/wp-content/uploads/manuel.gonçalves.jpg" alt="" width="150" height="172" /></a><a href="http://www.correiodoporto.com/wp-content/uploads/ruiriopbbd.jpg"></a></p>
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		<title>Sete perguntas a Rui Santiago</title>
		<link>http://www.correiodoporto.com/sociedade/sete-perguntas-a-rui-santiago</link>
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		<pubDate>Fri, 11 May 2012 12:20:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Correio do Porto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sociedade]]></category>

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		<description><![CDATA[TUDO neste homem é uma revelação. Ele próprio, enquanto ser em potência que esmaga e conforma o mundo, deixou de existir. Ele foi consumido pelo lugar onde nasceu e cresceu e pelas pessoas com quem conviveu na infância. Até o apelido se sobrepôs a qualquer veleidade nominativa. Para não falar dos olhos que mais parecem duas janelas abertas ao infinito.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.correiodoporto.com/wp-content/uploads/628674_300.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-10437" title="rui santiago" src="http://www.correiodoporto.com/wp-content/uploads/628674_300.jpg" alt="" width="300" height="300" /></a></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: small;"> </span></p>
<p>Tudo neste homem é uma revelação. Ele próprio, enquanto ser em potência que esmaga e conforma o mundo, deixou de existir. Ele foi consumido pelo lugar onde nasceu e cresceu e pelas pessoas com quem conviveu na infância. Até o apelido se sobrepôs a qualquer veleidade nominativa. Para não falar dos olhos que mais parecem duas janelas abertas ao infinito. Quem o lê pressente que anda por aqui a pastorear, hoje nas Devesas, amanhã noutro sítio qualquer, umas vezes serra acima, outras serra abaixo, em qualquer dos sentidos: esperança adentro.</p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: small;"> </span></p>
<p><strong>1 – Data de nascimento e naturalidade (freguesia e concelho)?</strong></p>
<p>30 de Novembro de 1978. No bairro da Judiaria, freguesia da Sé, cidade da Guarda.</p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: small;"> </span></p>
<p><strong>2 – Atual residência (freguesia e concelho)?</strong></p>
<p>Sou missionário, ando um pouco por toda a parte, mas a morada neste momento está em Vila Nova de Gaia, nas Devesas.<strong> </strong></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: small;"> </span></p>
<p><strong>3 – Escolas/Universidade que frequentou no distrito do Porto?</strong></p>
<p>Liceu Alexandre Herculano e Universidade Católica.</p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: small;"> </span></p>
<p><strong>4 – Formação académica?</strong></p>
<p>Licenciatura em Teologia</p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: small;"> </span></p>
<p><strong>5 – Atividade profissional?</strong></p>
<p>Sou missionário redentorista, padre. A minha missão é dar a conhecer Jesus de Nazaré e o seu Projecto de Vida como uma proposta eficaz para nos realizarmos como pessoas felizes e empenhadas na construção de um mundo mais justo e fraterno. Além da formação de Comunidades em processo de aprofundamento, oriento por aí cursos, retiros, palestras, jornadas de formação ligadas à Fé cristã e à Espiritualidade.</p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: small;"> </span></p>
<p><strong>6 – Em que medida o local onde viveu ou vive influenciou ou influencia o seu trabalho por referência a fenómenos geográficos (paisagem, rios, montanha, cidade), culturais (linguagem, sotaque, festividades, religião, história) e económicos (meio rural, industrial ou serviços)?</strong></p>
<p>O lugar em que nasci, muito… A minha família é de uma pequena aldeia já dentro do Parque Natural da Serra da Estrela chamada Videmonte. Aí cresci num contacto muito feliz com os ritmos e ritos das Terra, os ciclos do trabalho e do descanso, as horas da sementeira e da ceifa. Jesus, na sua pregação, estava constantemente a usar comparações ligadas às actividades da terra e a referir-se aos ritmos da natureza. Isso cruza-se com a minha história de uma maneira muito particular. Um exemplo: quando Jesus diz de si mesmo que é o &#8220;Bom Pastor&#8221;, isto faz-me viajar para muitas experiências da minha infância, numa terra que vivia com a música de fundo dos chocalhos dos rebanhos e dos assobios de tantos pastores que saíam serra acima com a manta pelas costas. &#8220;Dar a Vida por&#8221;, é isso… essa desinstalação, serra acima, Esperança adentro&#8230;</p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: small;"> </span></p>
<p><strong>7 – Endereço na blogosfera para o podermos seguir?</strong></p>
<p>Blog principal, com links para outros mais temáticos: <a href="http://www.derrotarmontanhas.blogspot.com/" target="_blank">www.derrotarmontanhas.blogspot.com</a></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: small;"> </span></p>
<p>Videoblog com Curso Bíblico: <a href="http://www.abriu-lhesasescrituras.blogspot.com/" target="_blank">www.abriu-lhesasescrituras.blogspot.com</a></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: small;"> </span></p>
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